Os resultados das Eleições Autárquicas são públicos e podem ser acedidas na Página Electrónica do Ministério da Justiça.
Também as páginas electrónicas de algumas Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia publicitam os resultados, distribuídos, inclusive, por Mesas de Voto.
Como em princípio a maioria dos moradores da Urbanização usaram o seu direito de voto nas Mesas 16 e 17 situadas em “Rio de Mouro Velho” sugere-se a análise dos resultados obtidos nessas duas mesas.
Com o objectivo de facilitar a consulta aos resultados eleitorais que directamente respeitam aos moradores da Urbanização de Vale Mourão, evitando uma procura eventualmente morosa, transcrevemos abaixo, para que possam “descarregar”, os ficheiros em formato PDF, conforme se explicita.
Nasceu, no seio de uma abastada família alto-burguesa, sendo filho e neto de militares. Órfão de mãe com apenas dois anos (1892), ficou entregue ao cuidado dos avós, indo viver para a Quinta da Vitória, na freguesia de Camarate, às portas de Lisboa, aí passando grande parte da infância. Inicia-se na poesia com doze anos, sendo que aos quinze já traduzia Victor Hugo, e com dezasseis, Goethe e Schiller. No liceu teve ainda algumas experiências episódicas como actor, e começa a escrever.
Em 1911, com dezanove anos, vai para Coimbra, onde se matricula na Faculdade de Direito, mas não conclui sequer o ano. Aí, contudo, viria a conhecer aquele que foi, sem dúvida, o seu melhor e mais compreensivo amigo – Fernando Pessoa –, o qual, em 1912, o introduziu no ciclo dos modernistas.
Desiludido com a «cidade dos estudantes», segue para Paris a fim de prosseguir os estudos superiores, com o auxílio financeiro do pai. Cedo, porém, deixou de frequentar as aulas na Sorbonne, dedicando-se a uma vida boémia, deambulando pelos cafés e salas de espectáculo, chegando a passar fome e debatendo-se com os seus desesperos, situação que culminou na ligação emocional a uma prostituta, a fim de combater as suas frustrações e desesperos.
Na capital francesa viria a conhecer Guilherme de Santa-Rita (Santa-Rita Pintor). Inadaptado socialmente e psicologicamente instável, foi neste ambiente que compôs grande parte da sua obra poética e a correspondência com o seu confidente Pessoa; é, pois, entre 1912 e 1916 (o ano da sua morte), que se inscreve a sua fugaz – e no entanto assaz profícua – carreira literária.
Entre 1913 e 1914 vem a Lisboa com certa regularidade, regressando à capital devido à deflagração do conflito entre a Sérvia e a Áustria-Hungria, o qual a breve trecho se tornou uma conflagração à escala europeia – a I Guerra Mundial. Com Pessoa e ainda Almada-Negreiros integrou o primeiro grupo modernista português (o qual, influenciado pelo cosmopolitismo e pelas vanguardas culturais europeias, pretendia escandalizar a sociedade burguesa e urbana da época), sendo responsável pela edição da revista literária Orpheu (e que por isso mesmo ficou sendo conhecido como a Geração d’Orpheu ou Grupo d’Orpheu), um verdadeiro escândalo literário à época, motivo pelo qual apenas saíram dois números (Março e Junho de 1915; o terceiro, embora impresso, não foi publicado, tendo os seus autores sido alvo da chacota social) – ainda que hoje seja, reconhecidamente, um dos marcos da história da literatura portuguesa, responsável pela agitação do meio cultural português, bem como pela introdução do modernismo em Portugal.
Em Julho de 1915 regressa a Paris, escrevendo a Pessoa cartas de uma crescente angústia, das quais ressalta não apenas a imagem lancinante de um homem perdido no «labirinto de si próprio», mas também a evolução e maturidade do processo de escrita de Sá-Carneiro.
Uma vez que a vida que trazia não lhe agradava, e aquela que idealizava tardava em se concretizar, Sá-Carneiro entrou numa cada vez maior angústia, que viria a conduzi-lo ao seu suicídio prematuro, perpetrado no Hotel de Nice, no bairro de Montmartre em Paris, com o recurso a cinco frascos de arseniato de estricnina.
Contava tão-só vinte e seis anos. Extravagante tanto na morte como em vida (de que o poema Fim é um dos mais belos exemplos), convidou para presenciar a sua agonia o seu amigo José de Araújo. E apesar de o grupo modernista português ter perdido um dos seus mais significativos colaboradores, nem por isso o entusiasmo dos restantes membros esmoreceu – no segundo número da revista Athena, Pessoa dedicou-lhe um belo texto, apelidando-o de «génio não só da arte como da inovação dela», e dizendo dele, retomando um aforismo das Báquides (IV, 7, 18), de Plauto, que «Morre jovem o que os Deuses amam» (tradução literal de Quem di diligunt adulescens moritur).
Verdadeiro insatisfeito e inconformista (nunca se conseguiu entender com a maior parte dos que o rodeavam, nem tão pouco ajustar-se à vida prática, devido às suas dificuldades emocionais), mas também incompreendido (pelo modo com os contemporâneos olhavam o seu jeito poético), profetizou acertadamente que no futuro se faria jus à sua obra, no que não falhou.
Com efeito, reconhecido no seu tempo apenas por uma fina elite, à medida que a sua obra e correspondência foi publicada, ao longo dos anos, tornou-se acessível ao grande público, sendo actualmente considerado um dos maiores expoentes da literatura moderna em língua portuguesa. Embora não tenha a mesma repercussão de Fernando Pessoa, a sua genialidade é tão grande (senão mesmo maior) que a de Pessoa, mas porém muito mais próxima da loucura que a do seu amigo.
A terra que o acolheu na infância – Camarate –, e a quem ele dedicou também algumas das suas poesias, homenageou-o, conferindo o seu nome a uma escola local. O seu poema Fim foi musicado por um grupo português no final dos anos 1980, os Trovante. Mais tarde, o seu poema O Outro foi também musicado pela cantora brasileira Adriana Calcanhotto.
As suas influências literárias são de Edgar Allan Poe, Oscar Wilde, Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Fiódor Dostoievski, Cesário Verde e António Nobre. Este escritor influenciou vários escritores, entre eles Eugénio de Andrade.
Texto transcrito de: "Wikipédia, a enciclopédia livre".
Poema de Mário de Sá-Carneiro contemporâneo de Fernando Pessoa com música Adriana Calcanhotto – O outro:
A “Farmácia Caseira” pode fazer a diferença no combate à doença, mas não substitui o recurso a aconselhamento profissional se os sintomas persistirem.
Esta “Farmácia Caseira”, que é estruturada para o Continente Europeu, deve conter os medicamentos prescritos pelo médico assistente no que se refere aos cuidados de saúde específicos de cada um dos respectivos utilizadores da “Farmácia”, nomeadamente quando se trata de doentes crónicos.
Este texto, que não utiliza uma terminologia técnica para uma melhor compreensão de todos, foi elaborado com base em várias fontes de informação e na ajuda pontual, mas importante, de um médico.
GENERALIDADES
Antes da utilização de qualquer medicamento verifique sempre o prazo de validade e, em nenhuma circunstância, utilize medicamentos fora de prazo.
Os medicamentos devem ser guardados em locais sem luz, calor e humidade e a temperaturas entre os 15 e os 22º centígrados. Contudo, determinados medicamentos obedecem a regras especiais de conservação, pelo que deve aconselhar-se com um farmacêutico nesta matéria
Leia previamente os rótulos e as instruções que acompanham cada medicamento e, na dúvida, não o utilize sem aconselhamento profissional.
ACESSÓRIOS
Algodão; Compressas esterilizadas; Gaze específica para queimaduras; Guia de primeiros socorros; Ligaduras elásticas; Pensos adesivos; Pinça;
Rolo adesivo; Termómetro; Tesoura.
DIARREIAS
Ultralevure 250mg (ligeira); Imodium (liquida e várias vezes ao dia); Dimicina (com febre); Redrate (combate a desidratação).
Notas: Não beba águas e bebidas com gelo em zonas cujas águas não sejam devidamente tratadas e/ou que não confie; nessas mesmas zonas não coma alimentos crus (saladas, frutas com casca) que não sejam lavados numa solução de 2 gotas de lixívia pura para cada 1 litro de água ou, na dúvida sobre a eficácia desta solução, use um produto denominado Amukina (devidamente preparado para o efeito) e siga as instruções do rótulo.
DORES E FEBRE
Paracetamol 500mg (atenção doentes hepáticos graves e renais).
DORES MUSCULARES
Elmetacim spray (aplicação local).
ESTOMAGO EM FOGO
Pepsamar (antiácido).
FERIDAS
Alcool a 70º (muito agressivo); Betadine; Halibut (reparador da pele).
GARGANTA
Colluhextril (inflamações e dores ligeiras).
NARIZ
Soro fisiológico (nariz entupido).
NAUSEAS E VÓMITOS
Vomidrine (anti-histamínico); Metoclopramida (aconselhe-se com um médico).
1 – Para um melhor conhecimento dos medicamentos referidos aceda AQUI e pesquise pelo nome do medicamento;
2 – Se sofre de alguma doença crónica aconselhe-se com o seu médico sobre os medicamentos que devem constar da sua “Farmácia Caseira”;
3 - Este texto, sintético, não contempla todas as questões e como pretende ser apenas um ponto de partida para a elaboração de uma "Farmácia Caseira" não pode, consequentemente, responsabilizar-se o autor pelo mau e/ou indevido uso que se faça das sugestões e daí a necessidade de solicitar ao médico assistente um conselho personalizado sobre a matéria;
4 – Consulte periodicamente e sempre que necessário o seu médico.
Manuel Lopes Fonseca, conhecido como Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém, 15 de Outubro de 1911 — 11 de Março de 1993) foi escritor (poeta, contista, romancista e cronista).
Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa.
Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes.
Apesar de não ter sobressaído na área das Belas-Artes, deixou alguns registos do seu traço sobretudo nos retratos que fazia de alguns dos seus companheiros de tertúlias lisboetas como é o caso do de José Cardoso Pires. Durante os períodos de interregno escolar, aproveitava para regressar ao seu Alentejo de origem. Daí que o espaço de eleição dos seus primeiros textos seja o Alentejo. Só mais tarde e a partir de Um Anjo no Trapézio é que o espaço das suas obras passa a ser a cidade de Lisboa.
Membro do Partido Comunista Português (PCP), Manuel da Fonseca fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e é considerado por muitos como um dos melhores escritores do neo-realismo português. Nas suas obras, carregadas de intervenção social e política, relata como poucos a vida dura do Alentejo e dos alentejanos.
A sua vida profissional foi muito díspar tendo exercido nos mais diferentes sectores: comércio, indústria, revista, agências publicitárias, entre outras.
Era presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores quando esta atribuiu o Grande Prémio da Novelística a José Luandino Vieira pela sua obra Luuanda, o que levou ao encerramento desta instituição.
Em sua homenagem, a escola secundária de Santiago do Cacém, chama-se "Escola Secundária Manuel da Fonseca".
Jornais e revistas onde colaborou Afinidades Árvore Vértice Altitude O Diabo O Diário O Pensamento Sol Nascente Seara Nova
Poesia Rosa dos ventos – 1940 – Edição do autor Planície – 1941 Poemas dispersos – 1958 Poemas completos – 1958 Obra poética O Largo
Contos Aldeia Nova – 1942 O Fogo e as cinzas – 1953 – Edição Três Abelhas Um anjo no trapézio – 1968 Tempo de solidão – 1973 Tempo de solidão – Edição especial dos Estúdios Cor (edição limitada e oferecida pela editora no Natal de 1973).
Ao amanhecer de hoje muitos dos utentes do principal acesso à Urbanização de Vale Mourão foram surpreendidos com alterações no sentido do trânsito que já eram espectáveis com a construção da rotunda situada em frente do também recentemente construído “Mini Preço”
Estou convicto de que muitos serão os moradores que se insurgem contra esta alteração que os faz percorrer mais uma boa meia centena de metros, obrigando-os a seguir em frente, para a rotunda, onde farão a inversão de marcha que lhes dará acesso à urbanização.
Durante a meia hora em que observei a movimentação do trânsito no local constatei que um elevado número de condutores ignoravam o sinal de trânsito vertical de proibição de virar à esquerda e o traço contínuo marcado no pavimento.
Não digo que este desrespeito ao Código da Estrada seja consciente. Acredito mais que se trata de, levados pelo hábito, “não verem o sinal”, situação que, nos próximos dias, estará ultrapassada.
Para que não subsistam dúvidas esclareço que sou favorável a todas as alterações de trânsito que não causando prejuízos significativos aos utentes da estrada contribuam para o desaparecimento de cruzamentos.
Poder-se-ia colocar um incómodo aos moradores que ao sair da urbanização desejassem deslocar-se para “Rio de Mouro velho” e, estando impedidos de virar à esquerda, são forçados a virar à direita, contornar a “rotunda/ponte” sobre o IC19 para de novo regressar à Rua Máximo Silva.
A opção estará em subirem a Rua do Bradual, entrarem na Rua Máximo da Silva, contornarem a Rotunda em frente do “Mini Preço” e na segunda saída encaminharem-se para “Rio de Mouro Velho”
Não tenho (e neste particular não pretendo ter) a certeza absoluta de que estas medidas são boas para a fluidez do trânsito e para a minimização dos acidentes, não obstante estar convencido que as mesmas são positivas.
Continuo a pensar, no entanto, como já referi neste Blogue, que há que criar condições que permitam aos cidadãos exercer o dever (a obrigação) de participarem activamente na defesa dos interesses comuns e nas decisões que lhes respeitam e, já agora, saírem da sua inércia e intervirem nas Assembleias de Freguesia e Municipais em que os cidadãos o possam fazer.
Reproduz-se um poema de Sidónio Muralha na boca de um politico Brasileiro:
– 1920: Em 28 de Julho, Sidónio Muralha nasce na Madragoa, Lisboa, filho do jornalista socialista Pedro Muralha.
– 1941: Publica BECO, poesia político-social.
– 1942: Com a chancela do “Novo Cancioneiro”, publica PASSAGEM DE NÍVEL, outros poemas de intervenção
– 1943: Desembarca no Congo Belga, em exílio voluntário. Ali chegará a ser director geral da Unilever Internacional (SM estudara Ciências Económicas e Financeiras em Lisboa e, mais tarde, estudará Administração de Empresas na Universidade de Louvain, na Bélgica).
– 1944: Casa, por procuração (ela em Portugal, ele no Congo) com Maria Fernanda d’Almeida. O casal terá quatro filhos: Alexandre, José Ricardo, Beatriz e Mário Jorge.
– 1950: Durante umas férias em Portugal, SM promove a edição de COMPANHEIRA DOS HOMENS, novos poemas político-sociais; e também do seu primeiro livro de poemas para crianças: BICHOS, BICHINHOS E BICHAROCOS.
– 1960: Pressionados pela efervescência política, os Muralha se afastam do Congo e, durante dois anos, irão morar em Bruxelas. Neste período, contratado pela Unilever, SM viaja constantemente pelo mundo, prestando assessoria económica a mercados financeiros. Estagia e trabalha em Bofatá, Guiné-Bissau, Ostende, Dakar, Londres e Paris.
– 1961: SM chega sozinho ao Brasil (a família virá mais tarde). Em São Paulo, com o escritor Fernando Correia da Silva e o pintor Fernando Lemos (ambos portugueses) funda a Editora Giroflé, que irá revolucionar e criar um novo padrão para as publicações dirigidas às crianças. Apoio integral de intelectuais e artistas brasileiros, sucesso de crítica e fracasso de bilheteira.
– 1962: A TELEVISÃO DA BICHARADA, poemas para crianças, chancela Giroflé, recebe o I Prémio da Bienal do Livro de São Paulo. Entretanto, SM continua trabalhando para a Unilever no Brasil, prestando assessorias financeiras, proferindo conferências pelo país todo. Sempre bem sucedido.
– 1963: SM publica OS OLHOS DAS CRIANÇAS.
– 1974: Ao embarcar para visitar o Portugal libertado, SM declara: “Voltar não voltarei. Sempre lá estive.”
– 1976: SM recebe o “Prémio Meio Ambiente na Literatura Infantil” pelo seu livro VALÉRIA E A VIDA.
– 1978: Falecimento de Maria Fernanda d’Almeida Muralha.
– 1979: SM recebe o “Prémio Portugal 79 – Livro para Crianças” pelo seu HELENA E A COTOVIA. Casa com a médica obstetra Dra. Helen Butler, com quem passa a viver em Curitiba.
– 1982: A 8 de Dezembro falece em Curitiba, Paraná, Brasil. Sidónio Muralha (1) foi um dos precursores do neo-realismo português com BECO (1941). Publicou 21 livros em prosa (contos, um romance, ensaio e depoimento) e versos para adultos e 15 para crianças, por editoras portuguesas e brasileiras.
É considerado um dos melhores poetas para crianças em língua portuguesa.
Ainda a propósito do papel anónimo que encontrei na minha caixa de correio no passado dia 11 de Outubro (dia da votação para as eleições autárquicas) permito-me, sem por em causa a justeza das reivindicações feitas, surpreender-me com este apelo imprevisto ao uso do voto como forma de pressão para obter o mínimo a que qualquer cidadão tem direito enquanto munícipe e freguês no seu respectivo Concelho e Freguesia.
Surpreender-me na medida em que me parece evidente, neste particular, o desconhecimento e inércia dos moradores, possivelmente, legitimamente e compreensivelmente mais preocupados com situações que respeitam à incerteza das suas respectivas fontes de rendimento e, designadamente, referentes à subsistência, pagamento de prestações de casa e carros, educação dos filhos, e mais, muito mais.
Surpreender-me porquanto considero que não é possível mobilizar-se toda uma população sem que se verifique um mínimo de intervenção junto da mesma, sem que se estabeleça o diálogo e sem, sobretudo, que se não estimule a participação dos munícipes de forma a que sintam como “coisa” sua as reivindicações que outros façam em seu nome.
Falar com as entidades com capacidade decisória (dialogando ou mesmo reivindicando) sem que toda ou parte substancial da população esteja disponível para o confirmar, apoiar e sustentar convictamente, não passa, na maioria das vezes, de um exercício académico egocêntrico (*).
Surpreender-me porque a imprescindível mobilização das pessoas para colaborarem activamente não é visível, não a constato, não obstante me considerar minimamente atento ao que me rodeia.
A questão que se coloca é que a consciência cívica não pode brotar apenas nas ocasiões eleitorais. Há que criar condições que permitam aos cidadãos exercer o dever (a obrigação) de participarem activamente na defesa dos interesses comuns e não apenas uma vez de quatro em quatro anos.
E se necessário indignarem-se!
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(*) Atitude psicológica caracterizada pela ausência de distinção entre a realidade pessoal e a realidade objectiva.
– 1855: A 23 de Fevereiro, num prédio da Rua da Padaria (junto à Sé de Lisboa), nasce José Joaquim CESÁRIO VERDE, filho de Maria da Piedade dos Santos Verde e de José Anastácio Verde.
– 1857: Peste em Lisboa; a família Verde refugia-se na sua quinta de Linda-a-Pastora.
– 1865: Os Verde passam a morar na Rua do Salitre (Lisboa). Cesário conclui a instrução primária e começa a estudar inglês e francês.
– 1872: Cesário começa a trabalhar na loja de ferragens do pai, na Rua dos Fanqueiros. Com 19 anos, tuberculosa, morre Maria Julia, irmã de Cesário.
– 1873: Cesário matricula-se no Curso Superior de Letras, onde conhece e se torna grande amigo do escritor Silva Pinto. Publica os seus primeiros poemas no Diário de Notícias.
– 1874: Publica mais poemas no Diário de Notícias (Lisboa) e nos jornais do Porto Diário da Tarde e A Tribuna. Ramalho Ortigão crava-lhe uma Farpa a propósito do poema Esplêndida. Boémia revolucionária no “Martinho”.
– 1875: Cesário conhece e faz amizade com Macedo Papança (futuro conde de Monsaraz). Continua a publicar poemas no Mosaico (Coimbra), n’A Tribuna e n’O Porto. Começa a dirigir a loja da Rua dos Fanqueiros e a quinta de Linda-a-Pastora.
– 1876: Desenvolve negócios. Frequenta a casa de Papança, na Travessa da Assunção, onde se cruza com Guerra Junqueiro, Gomes Leal e João de Deus. Os Verde mudam-se para a Rua das Trinas.
– 1877: Volta a colaborar no Diário de Notícias. Queixa-se dos primeiros sintomas de tuberculose.
– 1878: Passa a viver em Linda-a-Pastora. Nos jornais publica Noitada, Manhãs Brumosas, Em Petiz.
– 1879: Publica Cristalizações no primeiro número da Revista de Coimbra. É atacado pela republicana Angelina Vidal n’A Tribuna do Povo e pelo monárquico Diário Ilustrado.
– 1880: Publica O Sentimento dum Ocidental no número do Jornal de Viagens (Porto) dedicado ao tricentenário de Camões. Os Verde exportam maçãs para Inglaterra, Alemanha e Brasil.
– 1881: Cesário participa no “Grupo do Leão” e convive com Abel Botelho, Alberto de Oliveira, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e com os pintores José Malhoa, Silva Porto, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro.
– 1882: Morre, tuberculoso, Joaquim Tomás, irmão de Cesário.
– 1883: Cesário viaja para França, numa tentativa malograda de exportar vinhos portugueses.
– 1884: Publica Nós. Deixa de frequentar os meios literários. Activa negócios, produz, compra e exporta frutas. Recolhe-se a Linda-a-Pastora.
– 1885: Agrava-se o seu estado de saúde mas regressa a Lisboa e continua a trabalhar na loja da Rua dos Fanqueiros.
– 1886: Extremamente doente, instala-se em Caneças. Vai depois para casa de um amigo, no Lumiar (às portas de Lisboa), onde vem a morrer a 19 de Julho.
– 1887: Silva Pinto edita O Livro de Cesário Verde.
Um amigo enviou-me uma informação sobre a gripe A (vírus H1N1) que não quero deixar, sem quaisquer comentários adicionais e sem alarmismos, de partilhar com os “vale mourenses”.
“Estava prevista a epidemia…”, refere o texto.
Um exemplar da revista SAÚDE de Junho de 2000 contem um artigo sobre as principais gripes já ocorridas
Na terceira página (75) da reportagem é referido o vírus H1N1 e a relação com os suínos. Ignorava-se, contudo, que o vírus H1N1 era o vírus da “gripe espanhola” que matou cerca de 20 milhões de indivíduos em 1918.
Veja-se, em especial, as páginas 76 e 77 que apresentam os sintomas e a forma como esse vírus actua.
1 - Para aceder ao ficheiro necessita de ter instalado no computador um programa denominado “PowerPoint” ou similar. 2 – Siga as instruções e mude de página “clicando” no lado esquerdo do “rato”
José Gomes Ferreira (1900 - 1985) foi um escritor e poeta português
Nasceu no Porto a 9 de Junho de 1900. Com quatro anos de idade mudou-se para a capital. Estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente onde teve o primeiro contacto com a poesia.
Colaborou com Fernando Pessoa num soneto para a revista Ressurreição .
A sua consciência política começou a florescer também ela cedo. Licencia-se em Direito em 1924, tendo trabalhado posteriormente como Cônsul na Noruega. Paralelamente, seguiu também carreira como compositor, chegando a ter a sua obra "Suite Rústica" estreada pela orquestra de David de Sousa.
Regressa a Portugal em 1930 e dedica-se ao jornalismo. Fez colaborações importantes tais como nas publicações Presença, Seara Nova, Descobrimento, Imagem, Sr. Doutor e Gazeta Musical e de Todas as Artes. Também traduziu filmes sob o pseudónimo de Álvaro Gomes.
Inicia-se na poesia com o poema Viver sempre também cansa em 1931, publicado na revista Presença. Apesar de já ter feito algumas publicações nomeadamente os livros Lírios do Monte e Longe, foi só em 1948 que começou a publicação séria do seu trabalho, com Poesia I e Homenagem Poética a António Gomes Leal (colaboração).
Ganhou em 1961 o Grande Prémio da Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, com Poesia III.
Comparece a todos os grandes momentos "democráticos e antifascistas" e, pouco antes do MUD (Movimento Unitário Democrático), colabora com outros poetas neo-realistas num álbum de canções revolucionárias compostas por Fernando Lopes Graça, com a sua canção "Não fiques para trás, ó companheiro".
Em 1978 foi projectada em Lisboa pelo seu filho Raul Hestnes Ferreira, a Escola Secundária de Benfica que viria ser Escola Secundária de José Gomes Ferreira em sua homenagem.
Tornou-se Presidente da Associação Portuguesa de Escritores em 1978 e foi candidato em 1979, da APU (Aliança Povo Unido), por Lisboa, nas eleições legislativas intercalares desse ano. Associou-se ao PCP (Partido Comunista Português) em Fevereiro do ano seguinte. Foi condecorado pelo Presidente Ramalho Eanes como grande oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada, recebendo posteriormente o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade.
No ano em que foi homenageado pela Sociedade Portuguesa de Autores (1983), foi submetido a uma delicada intervenção cirúrgica. Veio a falecer dois anos depois, a 8 de Fevereiro de 1985, vítima de uma doença prolongada. O Presidente da Câmara de Lisboa, Jorge Sampaio, descerra uma lápide de homenagem ao escritor em 1990, na sua última morada.
No ano do Centenário do nascimento do Poeta (1900 - 2000), a Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa produziu um documentário biográfico sobre José Gomes Ferreira, intitulado Um Homem do Tamanho do Século, já exibido na RTP 2 e na RTP Internacional. Foi realizado por António Cunha (director da Videoteca), com uma magnífica interpretação do actor João Mota, dizendo diversos poemas de José Gomes Ferreira. Também a Pianista Gabriela Canavilhas participa no documentário, interpretando uma peça musical praticamente inédita, composta por Gomes Ferreira para piano.