terça-feira, 10 de novembro de 2009

Previsão do tempo

DÊ A SUA OPINIÃO


É importante para os moradores saberem as previsões relativas ao tempo que o Instituto de Meteorologia faz para o dia seguinte ou para uma determinada data.

Essas informações são (ou podem ser) obtidas através dos Jornais, da Rádio, da Televisão ou da Internet. Estes meios, contudo, obrigam a algum dispêndio de tempo pelo que no sentido de facilitar o acesso a estas informações há quem esteja a estudar a hipótese de se poderem colocar, em locais previamente estabelecidos, painéis informativos a custos extremamente reduzidos e com uma tecnologia muito básica.


Abaixo, veja atentamente o protótipo desses painéis e dê a sua opinião.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rua Carlos de Oliveira


Carlos de Oliveira


Carlos Alberto Serras de Oliveira (Belém do Pará, 10 de Agosto de 1921 — Lisboa, 1 de Julho de 1981) foi um escritor português.

Nascido no Brasil, filho de imigrantes portugueses, veio aos dois anos para Portugal. Fixou-se em Cantanhede, mais precisamente na vila de Febres, onde o pai exercia Medicina. Em 1933 muda-se para Coimbra, onde permanece durante quinze anos, a fim de concluir os estudos liceais e universitários. Ingressa na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1941, onde estabelece amizade, convívio intelectual e solidariedade ideológica e política com outros jovens, entre os quais Joaquim Namorado, João Cochofel ou Fernando Namora. Termina a licenciatura em Ciências Histórico-filosóficas em 1947, instalando-se definitivamente em Lisboa, no ano seguinte. Periodicamente volta a Coimbra e à Gândara. Em 1949 casa-se com Ângela, jovem madeirense que conhecera na Faculdade, que será sua companheira e colaboradora permanente.

Data de 1942 o seu primeiro livro de poemas, Turismo, que contava com ilustrações de Fernando Namora, e surge integrado na colecção Novo Cancioneiro. Em 1943 publicou o seu primeiro romance, Casa na Duna. Em 1944, o romance Alcateia, será apreendido, lançando nesse mesmo ano a segunda edição de Casa na Duna.

Em 1945 publica um novo livro de poesias, Mãe Pobre. Os anos 1945 e seguintes serão, para Carlos de Oliveira, bem profícuos quanto à integração e afirmação no grupo que veicula e aspira por um "novo humanismo", com a participação nas revistas Seara Nova e Vértice e a colaboração no livro de Fernando Lopes Graça Marchas, Danças e Canções – colectânea de poesias de vários poetas, musicadas por aquele, canções que vieram a ser conhecidas por "heróicas".

Em 1953 publica Uma Abelha na Chuva, o seu quarto romance e, unanimemente reconhecido como uma das mais importantes obras da literatura portuguesa, estando integrado nos conteúdos programáticos da disciplina de português no ensino secundário.

Em 1957 organiza, com José Gomes Ferreira, numa abordagem do imaginário popular os dois volumes de Contos Tradicionais Portugueses, alguns deles posteriormente adaptados ao cinema por João César Monteiro.

Em 1968 publica dois novos livros de poesia, Sobre o Lado Esquerdo e Micro paisagem e colabora com Fernando Lopes no filme por este realizado e terminado em 1971, Uma Abelha na Chuva, a partir da obra homónima. Publica em 1971 O Aprendiz de Feiticeiro, colectânea de crónicas e artigos, e Entre Duas Memórias, livro de poemas, pelo qual lhe é atribuído no ano seguinte o Prémio de Imprensa. Em 1976 reúne toda a sua poesia em Trabalho Poético, dois volumes, apresentando os livros anteriores, revistos, e os poemas inéditos de Pastoral, livro que será publicado autonomamente no ano seguinte. Publica em 1978 o seu último romance Finisterra, paisagem povoada de inspiração gandaresa, obra que lhe proporciona a atribuição do Prémio Cidade de Lisboa, no ano seguinte.

Morre na sua casa em Lisboa a 1 de Julho de 1981, com 60 anos incompletos.

Obras

Poesia

Turismo (1942);
Mãe Pobre (1945);
Colheita Perdida (1948);
Descida aos Infernos (1949);
Terra de Harmonia (1950);
Cantata (1960);
Micro paisagem (1968, 1969);
Sobre o Lado Esquerdo, o Lado do Coração (1968, 1969);
Entre Duas Memórias (1971);
Pastoral (1977).

Romance

Casa na Duna (1943; 2000);
Alcateia (1944; 1945);
Pequenos Burgueses (1948; 2000);
Uma Abelha na Chuva (1953; 2003);
Finisterra: paisagem e povoamento (1978; 2003).

Crónicas

O Aprendiz de Feiticeiro (1971, 1979).

Antologia

Poesias (1945-1960) (1962);
Trabalho Poético (1976; 2003).


Transcrito de “Wikipédia, a enciclopédia livre



Sobre o lado esquerdo

De vez em quando a insónia vibra com a nitidez
dos sinos, dos cristais. E então, das duas uma:
partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua
harpa insuportável.

No segundo caso, o homem que não dorme pensa:
"o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim,
deslocando todo o peso do sangue sobre a metade
mais gasta do meu corpo, esmagar o coração".


Sobre o Lado Esquerdo é o título de um poema e de um livro onde a mutação da arte de Carlos de Oliveira se dá a ler de forma particularmente intensa. É agora também o título de um filme de Margarida Gil. O filme não procura ser uma ilustração da obra do escritor, mas inventa imagens que possam suportar, acolher e dar a ver a força das imagens do escritor.

O universo literário de Carlos de Oliveira é reconstruido em estúdio com os seus objectos pessoais e os seus manuscritos, e com Luís Miguel Cintra e Fernando Lopes, que o representam.

Sobre o lado Esquerdo” é a recriação do universo poético de Carlos de Oliveira para o cinema com textos de Carlos de Oliveira, guião de Manuel Gusmão e com os actores Luís Miguel Cintra, Fernando Lopes e Laura Soveral.


domingo, 8 de novembro de 2009

Dia Mundial do Urbanismo

Segundo a OMS (1995), para que uma cidade se torne saudável, ela deve esforçar-se para proporcionar:

1) um ambiente físico limpo e seguro
2) um ecossistema estável e sustentável
3) alto suporte social, sem exploração
4) alto grau de participação social
5) necessidades básicas satisfeitas
6) acesso a experiências, recursos, contactos, interacções e comunicações
7) economia local diversificada e com inovação
8) orgulho e respeito pela herança biológica e cultural
9) serviços de saúde acessíveis a todos
10) alto nível de saúde.

Para que o Movimento Cidade Saudável se torne efectivo é vital a participação efectiva de cada um de nós. Isso significa mudar os hábitos e desenvolver novas atitudes. Afinal, uma nova cidade começa em nós. É também preciso que todos os sectores e segmentos sociais assumam um compromisso em torno de problemas e soluções, estabelecendo-se um pacto ou contrato social em prol do Bem-Estar.

A cidade deve ser entendida como um ecossistema, uma unidade ambiental, dentro da qual todos os elementos e processos do ambiente são inter-relacionados e interdependentes, de modo que uma mudança em um deles resultará em alterações em outros componentes.

A natureza na cidade deve ser cultivada como um jardim, em vez de ser ignorada ou mesmo subjugada. São necessários estudos da natureza da ocupação, sua finalidade, avaliação da geografia local, da capacidade de comportar essa utilização sem danos para o meio ambiente, de maneira a permitir boas condições de vida para as pessoas, permitindo o desenvolvimento económico-social, harmonizando os interesses particulares e os da colectividade.

Uma cidade sustentável é compacta, cidadã, solidária e planeada sobre os princípios do desenvolvimento sustentável, sendo reconhecida como parte da natureza.

Afinal, mais do que nunca, é hora de sair o cinza e entrar o verde.

(Extracto de um artigo de Isabela Antunes Joffe)
Fonte: www.worldwatch.org

8 de Novembro

No dia 08 de Novembro comemora-se o Dia Mundial do Urbanismo. Segundo importantes organismos profissionais dos urbanistas como a Associação Internacional dos Urbanistas (ISOCARP, sigla em inglês), Conselho Europeu dos Urbanistas (CEU), Associação Asiática das Escolas de Planeamento Urbano e Regional (APSA), Associação Norte Americana dos Planeadores Urbanos (APA). A data é comemorada desde 1949, como uma estratégia para promover a consciência, a sustentação, a promoção e a integração entre a comunidade e o Urbanismo, de forma participativa, em todos os níveis de governo. Então é uma óptima oportunidade para repensarmos, reflectirmos melhor sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e sobre as reais condições de vida da população das cidades.


O Dia mundial do Urbanismo

O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 08 de Novembro. Esta comemoração acontece através de exposições, artigos, conferências, seminários, fóruns, etc. onde se discutem temas relacionados ao Urbanismo e à questão urbana. Esta data comemorativa foi decretada pela Organización Internacional Del dia Mundial del Urbanismo, fundada em 1949, em Buenos Aires – Argentina, pelo professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires.

A iniciativa de se promover esta data para discutir o Urbanismo e os problemas urbanos se deu em razão de um clima de discussão teórica sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e acerca das técnicas ou modelos que serviriam como princípios em todo o mundo, pois já aconteciam eventos de discussão como os CIAM´S – Congresso Internacional de Arquitectura Moderna, além dos CIRPAC e outros eventos na época que tinham este objectivo.

O símbolo, ou emblema, que representa este dia, foi desenhado pelo mesmo criador da data comemorativa em 1934, e simboliza uma trilogia de elementos naturais essenciais à vida humana: o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul). Nota-se então uma preocupação com o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades, numa tentativa de se promover uma maior proporção de espaços livres (verdes), em harmonia com o ambiente construído.

O desafio

As cidades se tornam cada vez mais complexas e o homem busca cada vez mais simplicidade. Numa expressão: qualidade de vida. O poder viver hoje é cada vez mais difícil. Não só para pobres, pois se descobre lentamente, mas definitivamente, que não há como existir dois tipos de seres humanos, os que podem viver e os que não podem viver. A "ponta do iceberg" é a violência urbana que destrói uns imediatamente, e ameaça a destruição dos outros em questão de tempo.

O desafio do profissional urbanista é transformar inquietações e observações, dúvidas e convicções, teoria e prática, em uma resultante de dimensões humanas, pois a cidade é do homem "como o céu é do condor". Isso requer uma imensa dose de esforço e dedicação pessoais, requer o "pé-na-lama", pois o urbanista, como nós delineamos, não se faz apenas em gabinetes, ou nas convicções pessoais, ele vive o urbano, por isso humaniza a cidade. Não é um simples trabalho, é amor e suor pela cidade, transformados em planos, projectos e pactos.

Isso mesmo! Pactos, pois as cidades, metrópoles e megalópoles só serão possíveis se conseguirmos criar um pacto urbano de convivência. O resultado é sempre uma possibilidade de avançar mais na sociedade, na democracia e na liberdade.

Assim é o Urbanismo, área do conhecimento, sempre incompleta, aguardando que nos prontifiquemos a colaborar, sem arrogância ou pretensão, porque nenhuma verdade científica é absoluta.

Assim é o Urbanismo, técnica, a buscar a eficiência e a eficácia, sem a prepotência da dominação, nem o desprezo pelo saber empírico popular.

A REFORMA URBANA E ESTATUTO DA CIDADE

Um das discussões mais actuais em urbanismo é questão da reforma das cidades, através da qual seria possível ampliar o acesso dos mais pobres à propriedade imobiliária, sendo tão prioritário quanto reorganizar a posse da terra no campo. A acção do poder público, para atingir aquele objectivo, deveria lançar mão de mecanismos regulatórios, como os que inibem a especulação com imóveis, e financeiros, como os subsídios.

Há, uma relação directa entre as causas dos problemas sociais que levam grupos a reivindicar moradia nas cidades e terras nas áreas rurais. A reforma agrária ajudaria a conter o fluxo de pessoas que deixam o campo; a reforma urbana, nessas condições, teria mais possibilidades de enfrentar o deficit habitacional.

Fonte: sburbanismo.vilabol.uol.com.br
Sublinhados da responsabilidade do Blogue Urbanização de Vale Mourão


sábado, 7 de novembro de 2009

Fraudes na NET


O Livro Negro dos Esquemas e Fraudes na NET
(Direcção Geral do Consumidor)

A consulta deste Livro, embora passado que é mais de um ano sobre a sua publicação, parece-nos importante dentro do contexto que é expresso na Nota Prévia inserta a páginas quatro.

Para LER aceda ao ficheiro AQUI
.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Praceta Maria Judite de Carvalho

Maria Judite de Carvalho (Lisboa, 18 de Setembro de 1921 - Lisboa, 1998) foi uma escritora portuguesa.

Entre 1949 e 1955 viveu em França e na Bélgica. Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o poético e novelista, entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico, ora ironicamente perverso), a autora permanece ainda desconhecida do grande público.

"Maria Judite de Carvalho permanece uma escritora de actualidade renovada, difícil de catalogar no estilo que geralmente lhe é associado (herdeiro do existencialismo e do chamado “novo romance”), hábil dissecadora do desespero e da solidão quotidiana na grande cidade.", conforme referido AQUI . A suas obras não pretendem dar explicações ou ser tratados morais ou comportamentais pelo que a explicação é substituída pela insinuação e pela sugestão, de onde decorre a opção por uma escrita "limpa", sem excessos estilísticos, a por narrativas breves.

Alguns apontamentos sobre a sua obra

O Silêncio aparece, na sua obra, como consequência da incompreensão que advém do cruzamento de vozes, de diálogos de surdos e de monólogos, sendo fruto da Solidão e do abandono tantas vezes (pres)sentido pelas suas personagens, aparecendo a solidão como essência do Humano.

Nas personagens de Mª Judite de Carvalho projecta-se a solidão enquanto presença constante da inquietação e do desassossego, da depressão, da negatividade, da autodenegação e da vontade de se dissipar, devido ao mundo de desconforto que existe e se constrói (visível, sobretudo, na personagem Mariana do conto "Tanta Gente, Mariana").

A existência sem história das personagens desta autora constitui o cenário sobre a qual se ilustram vidas de abandonos, de angústias e de uma solidão irremediável que atinge brutalmente os protagonistas da maioria dos seus contos, em que a solidão aparece como irremediável e perene, comprometendo qualquer hipótese de felicidade.

Alguns dos títulos dos contos de Maria Judite de Carvalho ilustram, quase como uma bandeira, um universo ficcional trespassado pelo vazio, pelo silêncio, pela irreversibilidade do tempo e pelo fingimento: As Palavras Poupadas (1960) revelam a recusa do discurso excessivo, numa postura de rasura do supérfluo; Paisagem sem Barcos (1963), Armários Vazios (1966) e o título dos contos Impressões Digitais e Vínculos Precários sugerem o vazio que preenche as vidas e a superficialidade das acções humanas; A Janela Fingida (1975) parece querer ilustrar o provérbio "nem tudo o que parece é", havendo sempre lugar para a mentira, para a omissão, isto é, para o fingimento.

Maria Judite de Carvalho, sobretudo nos seus contos, tem, desde os títulos, uma tendência para nomear as suas protagonistas, colocando os leitores imediatamente perante personagens concretas e distintas: Rosa, numa pensão à beira mar, Anica nesse tempo, George, Tanta gente, Mariana, A avó Cândida, A menina Arminda, ou, menos directamente e mais discretamente, Uma senhora, A Mãe e A Noiva Inconsolável.

Foi casada com Urbano Tavares Rodrigues.

Bibliografia

Tanta Gente, Mariana (contos), Lisboa: Europa América, 1988.
As Palavras Poupadas (contos), Lisboa: Europa América, 1988. (Prémio Camilo Castelo Branco).
Paisagem sem Barcos (contos), Lisboa: Europa América, 1990.
Os Armários Vazios (romance), Lisboa: Livraria Bertrand, 1978.
O Seu Amor por Etel (novela), Lisboa: Movimento, 1967.
Flores ao Telefone (contos), Lisboa: Portugália Editora, 1968.
Os Idólatras (contos), Lisboa: Prelo Editora, 1969.
Tempo de Mercês (contos), Lisboa: Seara Nova, 1973.
A Janela Fingida (crónicas), Lisboa: Seara Nova, 1975.
O Homem no Arame (crónicas), Amadora: Editorial Bertrand, 1979.
Além do Quadro (contos), Lisboa: O Jornal, 1983.
Este Tempo (crónicas) Lisboa: Editorial Caminho, 1991. (Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores).
Seta Despedida (contos), Lisboa: Europa América, 1995. (Prémio Máxima, Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literário, Grande Prémio do Conto da Associação Portuguesa de escritores, Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas).
A Flor Que Havia na Água Parada (poemas), Lisboa: Europa América, 1998 (póstumo). Havemos de Rir! (teatro), Lisboa: Europa América, 1998 (póstumo).

Prémios

Prémio Camilo Castelo Branco, 1961

Prémio de Novela da Sociedade Portuguesa de Escritores, 1983

Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literários, 1995

Prémio Vergílio Ferreira, 1998, a título póstumo:

Recebido pelo marido, o escritor Urbano Tavares Rodrigues

Texto transcrito de “Wikipédia, A enciclopédia livre

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Medicamentos ao domicilio


Actualmente, os consumidores têm a possibilidade de encomendar medicamentos sem terem que se dirigir presencialmente às farmácias e aos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica.

Estes estabelecimentos, desde que se tenham registado previamente no Infarmed, podem aceitar pedidos de medicamentos por telefone, fax, e-mail ou internet.

Atendendo a que a compra de medicamentos através de canais não autorizados, principalmente através da internet, não garante o acesso a medicamentos com qualidade, segurança e eficácia, podendo mesmo pôr em risco a saúde dos cidadãos, é fundamental que os consumidores, antes de procederem a qualquer tipo de encomenda, verifiquem se o estabelecimento se encontra registado no site do Infarmed.

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. disponibiliza, através do site, um portal que permite aceder à lista de Farmácias e Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) que estão autorizados à dispensa de medicamentos ao domicílio, sendo a sua entrega assegurada pelos mesmos profissionais que o fazem naqueles estabelecimentos.

Fonte: INFARMED

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rua Natália Correia


Natália de Oliveira Correia (Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993) foi uma intelectual, poetisa e activista social açoriana, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia. Deputada à Assembleia da República (1980-1991), interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).

A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.



Biografia

Quando tinha apenas onze anos o pai emigra para o Brasil, fixando-se Natália com a mãe e a irmã em Lisboa, cidade onde faz estudos liceais. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil mas rapidamente se afirmou como poetisa.

Notabilizada através de diversas vertentes da escrita, já que foi poetisa, dramaturga, romancista, ensaísta, tradutora, jornalista, guionista e editora, tornou-se conhecida na imprensa escrita e, sobretudo, na televisão, com o programa Mátria, onde advogou uma forma especial de feminismo – afastado do conceito politicamente correcto do movimento — o matricismo —, identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a de Frátria.

Dotada de invulgar talento oratório e grande coragem combativa, tomou parte activa nos movimentos de oposição ao Estado Novo, tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às candidaturas para a Presidência da República do general Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969). Foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos costumes, (1966) e processada pela responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Foi responsável pela coordenação da Editora Arcádia, uma das grandes editoras portuguesas do tempo.

A sua intervenção política pública levou-a ao parlamento, para onde foi eleita em 1980 nas listas do PPD (Partido Popular Democrático), passando a independente. Foi autora de polémicas intervenções parlamentares, das quais ficou célebre, num debate sobre o aborto, em 1982, a réplica satírica que fez a um deputado do CDS sobre a fertilidade do mesmo.

Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar Botequim, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa. Foi amiga de António Sérgio (esteve associada ao Movimento da Filosofia Portuguesa), David Mourão-Ferreira ("a irmã que nunca tive"), José-Augusto França ("a mais linda mulher de Lisboa"), Luiz Pacheco ("esta hierofântide do século XX"), Almada Negreiros, Mário Cesariny ("era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo"),(*) Ary dos Santos ("beleza sem costura"), (**) Amália Rodrigues, Fernando Dacosta, entre muitos outros. Foi uma entusiasmada e grande impulsionadora pelo aparecimento do espectáculo de café-concerto em Portugal, na figura do polémico travesti Guida Scarllaty, o actor Carlos Ferreira, na época um jovem arquitecto de quem era grande amiga. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.

Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos. No mesmo ano foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade; era já detentora da Ordem de Santiago.

Natália Correia casou quatro vezes. Após dois primeiros curtos casamentos, casou em Lisboa a 31.7.1953 com Alfredo Luiz Machado (1904-1989), a sua grande paixão, bem mais velho do que ela e já viúvo, casamento este que durou até à morte deste, a 17.2.1989. (São já notáveis as cartas de amor da jovem Natália para Alfredo Luiz Machado.) Em 1990, tinha Natália 67 anos de idade, celebrou um casamento de conveniência com o seu colaborador e amigo Dórdio Guimarães.

Na madrugada de 16 de Março de 1993, morreu, subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa, constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.

Notas

(*) «A primeira vez que vi a Natália Correia foi no São Carlos. Eu estava na galeria ela no segundo balcão. Quando? Ui! Aí pelos anos 1950. Apesar de já não ter muito afecto a senhoras, ia caindo para o lado do espectáculo de beleza que ela apresentava. Era quase extra-humana, era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo. Era uma coisa impressionante. Mas era também uma mulher de um desdém muito grande. Cheguei a julgá-la assexuada ou frígida mas parece que não era bem isso…», Mário Cesariny entrevistado por Carlos Câmara Leme, jornal Público, 2003.03.16

(**) "A casaca", in Adereços, Endereços (1965)




Bibliografia activa

Grandes Aventuras de um Pequeno Herói (romance infantil), 1945
Anoiteceu no Bairro (romance), 1946 ; 2004
Rio de Nuvens (poesia), 1947
Descobri Que Era Europeia: impressões duma viagem à América (viagens), 1951 ; 2002
Sucubina ou a Teoria do Chapéu (teatro), em colab. com Manuel de Lima, 1952
Poemas (poesia), 1955
Dimensão Encontrada (poesia), 1957
O Progresso de Édipo (poema dramático), 1957
Passaporte (poesia), 1958
Poesia de Arte e Realismo Poético (ensaio), 1959
Comunicação (poema dramático), 1959
Cântico do País Emerso (poesia), 1961
A Questão Académica de 1907 (ensaio), 1962
Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à actualidade (Antologia), 1965 ; 2000
O Homúnculo, tragédia jocosa (teatro), 1965
Mátria (Poesia), 1967
A Madona(Romance), 1968 ; 2000
O Encoberto (Teatro), 1969 ; 1977
O Vinho e a Lira (Poesia), 1969
Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses (Antologia), 1970 ; 1998
As Maçãs de Orestes (Poesia), 1970
Trovas de D. Dinis, [Trobas d'el Rey D. Denis] (Poesia), 1970
A Mosca Iluminada (Poesia), 1972
O Surrealismo na Poesia Portuguesa (Antologia), 1973 ; 2002
A Mulher, antologia poética (Antologia), 1973
O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (Poesia), 1973
Uma Estátua para Herodes (Ensaio), 1974
Poemas a Rebate, (poemas censurados de livros anteriores) (poesia), 1975
Epístola aos Iamitas (poesia), 1976
Não Percas a Rosa. Diário e algo mais (25 de Abril de 1974 - 20 de Dezembro de 1975) (Diário), 1978 ; 2003
O Dilúvio e a Pomba (poesia), 1979
Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (teatro), 1981 ; 1991
Antologia de Poesia do Período Barroco (antologia), 1982
Notas para uma Introdução às Cantigas de Escárnio e de Mal-Dizer Galego-Portuguesas (ensaio), 1982
A Ilha de Sam Nunca: atlantismo e insularidade na poesia de António de Sousa (antologia), 1982
A Ilha de Circe (romance), 1983 ; 2001
A Pécora, peça escrita em 1967 (teatro), 1983 ; 1990
O Armistício (poesia), 1985
Onde está o Menino Jesus? (contos), 1987
Somos Todos Hispanos (ensaio), 1988 ; 2003
Sonetos Românticos (poesia), 1990 ; 1991
As Núpcias (romance), 1992
O Sol nas Noites e o Luar nos Dias (poesia completa), 1993 ; 2000
Memória da Sombra, versos para esculturas de António Matos (poesia), 1993
D. João e Julieta, peça escrita em 1959 (teatro), 1999
A Ibericidade na Dramaturgia Portuguesa (ensaio), 2000
Breve História da Mulher e outros escritos (antologia de textos de imprensa), 2003
A Estrela de Cada Um (antologia de textos de imprensa), 2004




Texto transcrito de “Wikipédia, A enciclopédia livre

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Crianças e cães


Dejectos caninos ameaçam a saúde pública.

A relva de parques e jardins onde brincam as crianças pode esconder parasitas de cães e gatos que transmitem doenças perigosas e que representam um problema de saúde pública

As fezes dos cães alojam vírus, bactérias e parasitas perigosos para a saúde pública.

Os dejectos caninos produzem poluição visual e odorífera e, através deles, todos - em particular, as crianças - estão sujeitos a contrair doenças.

Doenças que podem ser transmitidas

A toxocarose é uma das principais doenças parasitárias e transmite-se por via oral, através do contacto das mãos sujas com a boca, podendo dar origem a problemas de fígado e alterações oculares que podem levar à perda da visão.

A ancilostomose canina é outra das patologias associadas aos dejectos de animais, que pode penetrar na pele dos humanos e provocar comichão, desconforto e mal-estar geral.

A hidiatose humana é uma doença endémica conhecida por quisto hidático. O cão transmite a infecção para o exterior através dos ovos microscópicos nas fezes, cujas larvas podem alojar-se no fígado, nos pulmões e no cérebro dos humanos.


Prevenção

A limpeza sistemática dos espaços públicos,apostar numa maior educação da população através de sensibilização e, quando esta falhar, aplicando multas pesadas para os donos de cães que não apanham os dejectos deixados pelos seus respectivos animais.

As autarquias têm também um papel importante no combate ao problema, nomeadamente:

- Retirar os animais abandonados das ruas;

- Criação de “ecocães”, constituídos por um reservatório de areia, onde os donos dispõem de sacos para recolher os dejectos do animal de estimação e um contentor para os sacos usados;

- Criação de “áreas caninas” (com acesso vedado a crianças) que não são mais do que uma “casa-de-banho”, integrada num espaço verde, que, para além da função fisiológica, são zonas de descompressão para os animais, que podem andar sem trela e brincar naquele espaço, excepto, os que de acordo com a lei sejam obrigados a andar açaimados e com trela.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Praceta António José Saraiva


" Eu sou existencialmente inconformista.
Eu sou, de origem, um camponês.
Eu fui espiritualmente cristão e teoricamente marxista.
Eu estou contra a sociedade, independentemente das teorias.
Eu acredito no espírito, mas não sou capaz de o definir.
Eu estou pronto a emigrar de novo, se necessário.
Eu sou António José Saraiva."

in O País Magazine, 11/02/82,p.XIII

António José Saraiva (Leiria, 31 de Dezembro de 1917 - Lisboa, 17 de Março de 1993), professor universitário e historiador português.

Doutorou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Chegou a militar no Partido Comunista Português, de que se desfiliou, e combateu o regime salazarista, tendo sido apoiante da candidatura do general Norton de Matos. Em 1949, foi preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas.

António José Saraiva foi exilado para França em 1960, tendo em seguida ido viver para a Holanda onde foi professor catedrático da Universidade de Amesterdão e só regressando a Portugal após a Revolução dos Cravos.

Em Lisboa foi professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Ao longo deste percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros), ressaltando-se nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou ao Padre António Vieira, quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa.

É pai de José António Saraiva (jornalista) e irmão de José Hermano Saraiva (autor de programas televisivos sobre História).

Obras

História da Literatura Portuguesa. (obra conjunta com Óscar Lopes)
Cultura
Maio e a Crise da Civilização Burguesa
O que é a cultura
História Da Cultura Em Portugal - (Vol. II) - Gil Vicente, Reflexo da Crise
As Ideias de Eça de Queirós
História da Cultura Em Portugal - (Vol. 1)
Luís de Camões
Dicionário Crítico
O discurso Engenhoso
Para a História da Cultura em Portugal (Vol. II)
Para a História da Cultura em Portugal (Vol. I)
Iniciação na Literatura Portuguesa
Ser ou Não Ser Arte
As crónicas de Fernão Lopes
Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval
Estudos sobre a Arte D'os Lusíadas
A cultura Em Portugal (Vol. II)
A cultura Em Portugal (Vol. I)
A Tertúlia Ocidental
Poesia e Drama
O Crepúsculo da Idade Média em Portugal
Inquisição e Cristãos Novos

Transcrito de "Wikipédia, A enciclopédia livre"


Nascido em Leiria a 31 de Dezembro de 1917, António José Saraiva é um dos seis filhos (sete, visto que um morrera ainda em criança, com uma peritonite) da família Saraiva, quatro rapazes e duas raparigas. O pai, iniciado no ofício de marçano, conseguira, a seu custo, tirar o curso de História e era professor de liceu com um salário modesto
.
António José Saraiva sempre considerou o seu irmão predilecto José Hermano Saraiva, que aparte das divergências políticas, (António José, seria militante do Partido Comunista Português e José Hermano Saraiva, Ministro da Educação do Estado Novo salazarista), conservariam nos seus espíritos "um sentimento de orgulho camponês, um forte apego aos princípios aristocráticos dos homens talhados pela terra". Aos nove anos ausentar-se-ia de Leiria, para uma visita à Beira (Serra da Estrela e Gardunha), para onde voltaria aos quinze anos, depois de ser vítima de uma espécie de meningite, desta vez para ficar.

É durante a sua passagem pela faculdade que trava conhecimento com Óscar Lopes, em 1940. Nessa altura encontravam-se os dois no liceu Pedro Nunes, em estágio pedagógico. Treze anos mais tarde, em 1953, começam a escrever a História da Literatura Portuguesa.

Mais tarde, continua a sua actividade de estudioso, e em 1942, conclui o doutoramento em Filologia Românica, na Universidade de Lisboa, com a tese "Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval".

Detentor de uma certa "rebeldia institucional" foi expulso do ensino universitário. Dita a história que António José Saraiva, na ocasião membro de um júri de exame presidido por Vitorino Nemésio, atribui uma nota de exame que Nemésio, considerando-a muito elevada, baixara. António José Saraiva abandona a sala e Nemésio move-lhe um processo disciplinar que apesar de ter sido arquivado, origina a sua saída. Por falta de recursos, António José Saraiva opta pelo ensino liceal.

Começa a leccionar no Liceu Passos Manuel, onde o pai exercia a função de reitor e onde casaria com uma sua aluna, da mesma idade, matrimónio do qual nasceriam três filhos (António Manuel, arquitecto paisagista, José António, director do jornal "Expresso" e Pedro António).

A partir de 1946 e até 1949 leccionou em Viana do Castelo, altura em que seria demitido, por apoiar a candidatura do general Norton de Matos. Ao contrário do irmão, rejeitara a figura de Salazar, "Salazar era um homem respeitado e despertava uma admiração universal. Em mim também; mas eu era anti-salazarista por sistema, porque devia ser." Entretanto era diversas vezes interpelado pela PIDE, de onde resultariam algumas prisões, aquando das suas acções de militância no Partido Comunista Português.

Após a sua demissão, e por sugestão do seu amigo Abranches Serrão, começa a escrever a "História da Cultura". Nos anos que se seguiriam viveria exclusivamente daquilo que escrevia, colaborando em diversos jornais e revistas nacionais.

Em 1960 emigra, como exilado, para França, onde é bolseiro do Collège de France, e onde, um ano mais tarde será colocado no Centre National de Recherche Scientifique de Paris, na secção de História Moderna. Viria a Portugal apenas para assistir ao funeral dos pais e ao 1º de Maio de 1974.

É durante a sua permanência em Paris que o sonho do comunismo, até aqui sempre presente, se vai esbater. Realiza duas viagens à URSS (a segunda a um congresso sobre paz) e é a partir desta altura, em 1962/63 que deixa a militância no partido, continuando como colaborador; "(...) Era um congresso a favor da Paz, mas os soviéticos estavam contra os chineses, os chineses entendiam que era preciso não condenar a guerra contra os inimigos do socialismo. (...) Até ao momento em que o Álvaro Cunhal disse que os camaradas soviéticos não queriam que se falasse em guerras coloniais. O meu documento era, exactamente, sobre a guerra colonial portuguesa. Era um documento bonito, que falava de guerra e flores, muitas flores, uma coisa ingénua... Eu estava a ouvir textos lindos, por exemplo o do Pablo Neruda, e de repente vi-me com um papel que me impingiram, um papel escrito sob indicação do Dr. Cunhal, que era a coisa mais desenxabida, mais "papel selado" que se possa imaginar. Disse: "eu não leio isto"; foi um pânico." Ainda antes tinha discordado com a atitude do seu partido face à questão de Budapeste, "(...) discordei da morte de Imee Nagy, que foi traiçoeiramente morto. Estava nas mãos dos jugoslavos e eles tinham-se comprometido a não o matarem mas, depois, faltaram à palavra por pressão de Estaline."

Vira o Maio de 68 como algo misterioso e sem a mínima motivação prática :"Assisti à malta marchando - marchando com ar guerreiro!; (...) Mas com ar ameaçador: aquilo metia medo! Mas não houve um único morto em todos esses acontecimentos. Aquilo começou por ser uma manifestação anti-gaulista e depois generalizou-se. Assistiu-se a coisas espantosas, como o incêndio dos carros. (...)Isto impressiona... Ora, como interpretar isto? (...) Os estudantes não queriam melhores aulas nem queriam melhores cursos, nem queriam mais nada: queriam manifestar-se, queriam rebentar, estavam fartos da sociedade (...) fiquei muito contente e interpretei aquilo como o sinal da crise da burguesia."

De Paris partiria para a Holanda, para o cargo de professor catedrático da Universidade de Amesterdão, onde leccionaria até 1974, altura em que volta definitivamente para Portugal, onde é convidado para professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, e posteriormente para a Universidade de Lisboa, igualmente para o cargo de professor catedrático. Continuaria até ao fim da sua vida a sua actividade. A sua última obra "Cultura" é já uma obra póstuma.

No dia 17 de Março de 1993 falece com 76 anos de idade, vítima de doença prolongada.

Transcrito de CITI

domingo, 1 de novembro de 2009

1 DE NOVEMBRO – Que significado?

A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas baptizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos, 1º de novembro as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas, ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

São vários os versos para pedir o pão por deus:

Pão, pão por deus
à mangarola,
encham-me o saco,
e vou-me embora


A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:

O gorgulho gorgulhote,
lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote
Com o passar do Tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta actividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.


O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos celtas

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).

A celebração do Halloween tem duas origens que no decurso da História se foram misturando:

Origem Pagã

A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que actuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Cristã

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de Maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra actual “Halloween”.

Etimologia

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening –> Hallowe'en –> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.

A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica. úk...

Actualmente

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.

Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.

Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cénicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar. Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500 1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat(doce ou travessuras). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de outubro, unindo a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses. Vemos, portanto, que a actual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa

Novos elementos do Halloween

A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o carácter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma ideia errónea da realidade. Porém, não existe ligação dessa festa com o mal. Na celebração actual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflecte a realidade pagã.
A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado era Samhain, o Ano novo céltico.

Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas – nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do Ano Novo. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.

Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturasse com o dos vivos.

Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).

Os Romanos adoptaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.

O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passa ser conhecido como o Dia das Bruxas.

Doces ou travessuras

A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.

Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.

Abóboras e velas: Jack O'Lantern (Jack da Lanterna)

A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo, não.

No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.

Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). Na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.

Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar, enganara Satã ao subir uma árvore. Jack então esculpiu uma imagem de uma cruz no tronco da árvore, prendendo o diabo para cima a árvore. Jack fez um acordo com o diabo, se ele nunca mais o tentasse novamente, ele o deixaria árvore abaixo.

De acordo com o conto de povo, depois de Jack morrer, ele a entrada dele foi negada no Céu, por causa de seus modos de malvado, mas ele teve acesso também negado ao Inferno, porque ele enganou o diabo. Ao invés, o diabo deu a ele uma brasa única para iluminar sua passagem para a escuridão frígida. A brasa era colocada dentro de um nabo para manter por mais tempo.

Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então o Jack O'Lantern (Jack da Lanterna), na América, era em uma abóbora, iluminada com uma brasa.

As bruxas

As bruxas têm papel importantíssimo no Halloween. Não é à toa que ela é conhecida como "Dia das Bruxas" em português. Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de Abril e no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.

Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!

A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.

O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.

Halloween pelo mundo

A festa de Halloween, na verdade, equivale ao Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, como foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, origem da festa. Os países de origem hispânica comemoram o Dia dos Mortos e não o Halloween. No Oriente, a tradição é ligada às crenças populares de cada país.

Espanha

Comemora-se o Dia de Todos os Santos em 1º de novembro e Finados no dia seguinte. As pessoas usam as datas para relembrar os mortos, decorando túmulos e lápides de pessoas que já faleceram.

Irlanda

A Irlanda é considerada como o país de origem do Halloween. Nas áreas rurais, as pessoas acedem fogueiras, como os celtas faziam nas origens da festa e as crianças passeiam pelas ruas dizendo o famoso “tricks or treats” (doces ou travessuras).

México

No dia 1º comemora-se o Dia dos Anjinhos, ou Dia dos Santos Inocentes, quando as crianças mortas antes do baptismo são relembradas. O Dia dos Mortos (El Dia de los Muertos), 2 de novembro, é bastante comemorado no México. As pessoas oferecem aos mortos aquilo que eles mais gostavam: pratos, bebidas, flores. Na véspera de Finados, família e amigos enfeitam os túmulos dos cemitérios e as pessoas comem, bebem e conversam, esperando a chegada dos mortos na madrugada. Uma tradição bem popular são as caveiras doces, feitas com chocolate, marzipã e açúcar.

Tailândia

Nesse país, existe o festival Phi Ta Khon, comemorado com música e desfiles de máscaras acompanhados pela imagem de Buda. Segundo a lenda, fantasmas e espíritos andam entre os homens. A festividade acontece no primeiro dia das festas budistas.

Alguns significados simbólicos

A abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria

A vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.

O caldeirão: fazia parte da cultura – como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.

A vassoura: simboliza o poder feminino que pode efectuar a limpeza da electricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas.

As moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados.

Os bilhetes: com os pedidos, devem ser incinerados para que os pedidos sejam mais rapidamente atendidos, pois se elevarão através da fumaça.

A aranha: simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.

O morcego: simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.

O sapo: está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.

O Gato preto: símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Universo

Cores:

Laranja – cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja.

Preto – cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.

Roxo – cor da magia ritualística.


Dia Mundial Vegano

O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.
Em 2004 o evento marcou o 60º aniversário da sociedade, e o 10º aniversário do feriado.

Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a actividades e produtos considerados especistas.

Etimologia

O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson (1910 - 2005) envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adoptar um novo termo para definir a si próprios.

Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan.

Em português se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), na formação do termo vegano (s.m. adepto do veganismo - fem. vegana). Tem sido usado também o termo veganista para se referir aos adeptos do veganismo.

Ideologia

Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.

Para o vegano, animais não existem para os humanos, assim como o negro não existe para o branco nem a mulher para o homem. Cada animal é dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc.). Dessa forma veganos propõem uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação.

Preferem usar os termos "animais não-humanos" ou "seres sencientes", em vez de "irracionais".
Muito importante distanciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta, mas sim uma ideologia baseada nos direitos animais, e que luta pela inclusão destes na sociedade.

Vestuário, adornos, etc.

Artigos em peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal (como adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc.) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc.) ou sintéticos (poliéster, etc.).

Alimentação

São vegetarianos estritos, ou seja, excluem da sua dieta carnes, gelatina, lacticínios, ovos, mel e quaisquer alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.

Medicamentos, cosméticos, higiene e limpeza

Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Não tomam vacinas ou soros, mas podem violar os princípios veganos quando alternativas não estiverem disponíveis, ou em caso de emergência ou urgência. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.

O vegano defende o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.

São divulgadas entre a comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.

Entretenimento

Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento.

Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer "esporte" que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência.


E, já agora, o que significa o 2 de Novembro?

O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de Novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apoia em uma prática de quase dois mil anos.

Protestantes e evangélicos afirmam que a doutrina da Igreja Católica, que recomenda a oração pelos falecidos, é desprovida de fundamento bíblico. Segundo eles, a única referência a este tipo de prática estaria em II Macabeus 12,43-46. Porém os protestantes e evangélicos não reconhecem a canonicidade deste livro e nem a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas.

Segundo a interpretação protestante, a Bíblia diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa directamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Os Protestantes observam o dia de Finados para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como o legado de um carácter idóneo, por exemplo. Mas entendem que as pessoas precisam ser cuidadas enquanto estão vivas. Após a morte, nada mais resta senão o juízo.

Transcrições de:
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Edição e formatação: Lilian Russo .