sexta-feira, 5 de março de 2010

Correio de Sintra


O Concelho de Sintra, logo a Urbanização de Vale Mourão, tem mais um órgão de comunicação social desde o passado dia 1 de Março.

Para além da edição em papel existe também uma edição electrónica em versão "Blogue", já disponível, e uma versão "Portal", ainda em construção.

É o seguinte o:

Estatuto Editorial

1. O jornal Correio de Sintra é um órgão de informação local e regional, centrado no concelho de Sintra, mas assegura a presença global através da internet.

2. O Correio de Sintra é um projecto independente, apartidário e plural.

3. A versão impressa do jornal Correio de Sintra tem uma periodicidade quinzenal.

4. A página do Correio de Sintra na internet é um complemento à versão impressa e tem actualização permanente.

5. O Correio de Sintra rege-se pelos valores éticos e deontológicos do jornalismo e assenta em critérios de rigor e isenção, respeitando todas as opiniões ou crenças.


terça-feira, 2 de março de 2010

Criticas incómodas


Aquando da tragédia que ocorreu no Haiti não deixei de AQUI referir a necessidade de não devermos em termos sociais ficar indiferentes às situações extremas que se verifiquem no mundo. Acrescentarei, agora, e muito menos no nosso País.

As palavras então ditas para o Haiti aplicam-se de igual forma aos trágicos acontecimentos que tiveram lugar na Madeira.

E terminaria este escrito com um apelo à solidariedade com os nossos concidadãos madeirenses não fora ter “ouvido”, com alguma perplexidade, o Presidente do Governo Regional da Madeira ter exclamado “são uma canalhice” quando colocado perante criticas ao ordenamento do território, o que me leva a partilhar mais algumas reflexões.

Preparando-se, desde já, a reconstrução dos danos verificados na Madeira e havendo a preocupação de evitar, tanto quanto o engenho e os conhecimentos humanos o permitam, semelhantes tragédias no futuro, é absolutamente racional que se chame a atenção para os alegados erros do passado com vista a evitá-los no futuro.

Não se trata, pois, de menos respeito pelas vítimas. Trata-se de aprender com os erros (?) do passado, trata-se de evidenciar as alegadas aberrações de construção e ordenamento, trata-se de não permitir que a alegada riqueza de uns seja a evidente miséria de outros.

Em dois mil e oito a RTP 2 passou uma reportagem (ver a seguir) que teria sido muito bom para a Madeira que os decisores políticos a tivessem realmente ouvido e, no mínimo, se preocupassem.




segunda-feira, 1 de março de 2010

Março – Marte


MARTE

Março

Março: Marte, Deus romano da guerra.

O mês de Março é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses com 31 dias.

Março inicia (astrologicamente, não sideral) com o sol no signo de Peixes e termina no signo de Áries. Astronomicamente falando, o sol inicia na constelação de Aquarius e termina na constelação de Pisces.

Março no Hemisfério norte é o sazonal equivalente a Setembro no Hemisfério sul. Por volta de 21 de Março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte; é o equinócio de Março, começo da Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul.

O nome Março surgiu na Roma Antiga, quando Março era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, depois Marte, o deus romano da guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, Março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares.

O ano iniciava em 1 de Março na Rússia até o final do século XV. O Reino da Grã-Bretanha e suas colônias continuaram a utilizar o dia 25 de Março para iniciar o ano até 1752, no mesmo ano eles finalmente adoptaram o calendário gregoriano. Muitas outras culturas e religiões ainda celebram até hoje o Ano-Novo em Março.

Em finlandês, o mês é chamado de maaliskuu, que tem origem em maallinen kuu significando o mês terrestre. Isto é porque em maaliskuu a terra começa a aparecer sob a neve derretida.

Historicamente os nomes para Março inclui o termo saxão Lenctmonat, dado ao equinócio. Os saxões também chamavam Março de Rhed-monat ou Hreth-monath (devido a seu deus Rhedam/Hreth) e os anglos chamavam-no de Hyld-monath.


Marte era o deus romano da guerra, equivalente ao grego Ares.

Filho de Juno e de Júpiter era considerado o deus da guerra sangrenta, ao contrário de sua irmã Minerva, que representa a guerra justa e diplomática. Os dois irmãos tinham uma rixa, que acabou culminando no frente-a-frente de ambos, junto das muralhas de Tróia, cada um dos quais defendendo um dos exércitos. Marte, protector dos troianos, acabou derrotado.

Marte, apesar de bárbaro e cruel, tinha o amor da deusa Vênus, e com ela teve um filho, Cupido e uma filha mortal, Harmonia. Na verdade tratava-se de uma relação adúltera, uma vez que a deusa era esposa de Vulcano, que arranjou um estratagema para os descobrir e prender numa rede enquanto estavam juntos na cama.

O povo romano considerava-se descendente daquele deus porque Rómulo era filho de Reia Sílvia ou Ília, princesa de Alba Longa, e Marte.

Assim como Marte é o deus romano da guerra, bem como seu correspondente Ares na mitologia grega. Há também Cariocecus ou Mars Cariocecus que é o deus lusitano da guerra. O planeta Marte provavelmente recebeu este nome devido à sua cor vermelha. Lembre-se que vermelho é a cor do sangue e da violência e não do amor como o que foi traduzido na cultura popular fazendo associação às rosas.

Transcrição: “Wikipédia, A Enciclopédia Livre”


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mais um estaleiro?


Não são necessárias muitas palavras para que até qualquer criança entenda a que nos estamos a referir quando perguntamos: “Mais um estaleiro?”

As imagens localizam um espaço junto ao Mini Preço situado na Rua Máximo Silva, paredes-meias com o parque de estacionamento do referido espaço comercial, e, tal como acima é dito, explicam-se por si só.




terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os Vampiros - Eles comem tudo...


ZECA AFONSO - Recordá-lo 23 anos após a sua morte

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.

Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, Grândola, Vila Morena, foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

Biografia

Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.

A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do apartheid.

Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.

O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoroso admirador. Ele era pró-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. «Foi o ano mais desgraçado da minha vida», confidenciou Zeca.

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.

Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.

Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".

Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a LUAR (Liga Unitária de Acção Revolucionária) e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da "Chanson Portugaise de Combat", em Paris e grava também o LP "Cantares do Andarilho", recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.

Em 1971, edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP "Eu vou ser como a toupeira". Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum "Venham mais cinco".

Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres" e nas campanhas de alfabetização promovidas pelo MFA. A sua intervenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à presidência da república.

Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa.

Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Em 1994 é feita um CD duplo em homenagem a José Afonso a que se chamou "Filhos da Madrugada Cantam José Afonso". No fim de Junho seguinte, muitas das bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade, antecessor do actual Estádio Alvalade XXI.

Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe-Companhia de Dança Contemporanea, estreia no Teatro S. Luiz em Lisboa o Bailado Dançar Zeca Afonso com música de José Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda Lisboa94-Capital Europeia da Cultura.

Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de músicas suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de José Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.

Transcrito de Wikipédia, a enciclopédia livre


Eleições – Rotunda – Buracos - Eleições


Na Rua Máximo Silva, junto às recentes instalações do Mini Preço, foi colocada uma Rotunda, cuja construção estava a ser executada no decorrer das últimas eleições autarcas. Uma obra que, lastimavelmente, não está concluída.

Os buracos na via são mais que muitos e, não fosse ser o acaso da má construção do pavimento, diríamos que são colocados estrategicamente para provocar danos nos veículos que por ali passam.

Observando as fotos só se pode concluir que isto (a Rotunda, evidentemente!) é uma miséria.







Também no cimo da Rua do Bradual, na confluência com a Rua Máximo Silva, nas traseiras do já referido Mini Preço, quase na entrada da Rotunda, o pavimento vai-se progressivamente desfazendo e um buracão dificulta a passagem de carros que têm a infeliz ideia de por ali circularem.




Tenhamos, contudo, esperança. Talvez nas próximas eleições autárquicas…


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O preço dos combustíveis

Imagem de Jpuelche

O preço dos combustíveis

Talvez não seja a primeira vez que a GALP afirma que “os preços actuais estão perfeitamente ao nível do que se verifica nos restantes países europeus “ (Público online de 17.1.2010 que cita a Lusa)

Eugénio Rosa, economista, confronta as declarações da GALP com os dados oficiais sobre os preços dos combustíveis em Portugal e nos outros países da União Europeia.

O estudo que desenvolve pode ser lido AQUI.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O carnaval em que só o 1º Ministro trabalhou



O CARNAVAL

A Palavra Carnaval terá tido origem na palavra “Carrum Navalis” designação de uns carros que se viam nas Dionísias, festas da Antiga Grécia. Também há quem defenda que Carnaval deriva da expressão “carne lavandas” que significa o “adeus à carne”, no sentido literal do termo. Como o Carnaval tem lugar antes da Quaresma este “adeus à carne” está relacionado com a proibição de comer carne que a igreja católica determinava para os seus seguidores.

O Carnaval terá tido origem no antigo Egipto ou na antiga Grécia ou ainda em Roma com as saturnálias.

A Igreja apodera-se do Carnaval, procura sublimá-lo e consegue-o, para impedir a libertinagem pagã e enquadra-o em regras nem sempre seguidas pelos foliões, pois o Entrudo sempre se manteve com características de festa popular de rua.

O Carnaval moderno com desfiles e Máscaras (trajes) tem origem na sociedade vitoriana do século XIX.

São famosos o Carnaval de Veneza, o Carnaval do Brasil, nomeadamente o do Rio de Janeiro, o Carnaval em New Orleans e o Carnaval na Alemanha.


SÓ PRIMEIRO-MINISTRO TRABALHOU

Terça-feira de Carnaval é um Feriado Nacional facultativo que tem lugar 40 dias antes da denominada Semana Santa ou 47 dias antes do Domingo de Páscoa.

É uso o Governo deliberar por Despacho que concede neste dia tolerância de Ponto aos funcionários e agentes do Estado e dos serviços da administração central; também alguns sectores de actividade consideram através dos seus contratos ou acordos colectivos de trabalho este dia como Feriado.

Ao longo de anos que a Terça-feira de Carnaval ou Entrudo (como também é conhecida) tem sido um dia de descanso para a maioria da população trabalhadora portuguesa, designadamente para os trabalhadores por conta doutrem.

O Prof. Cavaco Silva, enquanto Primeiro-ministro, no então seu terceiro governo, decidiu que o Entrudo (Terça-feira) não era para “brincar” e não despachou a consuetudinária tolerância de ponto.

A revolta da população trabalhadora foi de tal forma avassaladora que nessa Terça-feira de Carnaval, dizem os mais radicais, só o Primeiro-ministro trabalhou.

Desde essa data que a população, porque lutou, tem vindo, até hoje, a gozar o Entrudo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A 5ª sinfonia como nunca a viu



Brilhante e magistral adaptação da 5ª Sinfonia de Beethoven realizada pelo escritor, cómico e actor que era Sid Caesar. Uma demonstração talentosa de humor inteligente.

(ligue o som do computador e delicie-se com o vídeo)


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pelo menos, perguntem-lhe o nome



Pelo menos, perguntem-lhe o nome

Se na nossa urbanização construírem um Parque de Estacionamento e um simpático cobrador vos abordar, por favor, pelo menos, perguntem-lhe o nome.

Vem isto a propósito de uma hilariante notícia publicada, ao que dizem, no “The London Times”

Ora leiam:

No exterior do England 's Bristol Zoo existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 autocarros. Durante 25 anos, a cobrança do estacionamento foi efectuada por um muito simpático cobrador.

As taxas eram o correspondente a 1.40 € para carros e 7.00 € para os autocarros. Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, o cobrador simplesmente não apareceu.

A administração do Zoo, então, ligou para a Câmara Municipal e solicitou que enviassem um outro cobrador. A Câmara fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era da responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o cobrador era um empregado da Câmara. A Câmara, por sua vez, respondeu que o cobrador do estacionamento jamais fizera parte dos seus quadros e que nunca lhe tinha pago ordenado.

Enquanto isso, descansando na sua bela residência nalgum lugar da costa da Espanha (ou algo parecido), existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todos os dias, cobrando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em 560 € por dia... durante 25 anos!!! Assumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de 7 milhões de Euros.

E ninguém sabe, nem sequer, seu nome ...!!!

Como diria o saudoso Fernando Pessa: E esta, hein?