quarta-feira, 7 de novembro de 2012

domingo, 24 de junho de 2012

Devia ter "emigrado" para um concelho vizinho? (Continuação)




Devia ter "emigrado" para um concelho vizinho? Possivelmente... (Continuação)


Em 18 de Maio passado (Ver AQUI) demos voz a um dos residentes da Urbanização e não esperávamos que fosse obtida qualquer resposta por parte dos serviços da Câmara Municipal de Sintra. 

Enganámo-nos! Do Gabinete Municipal de apoio ao Munícipe e Controlo de Processos o reclamante recebeu a resposta que transcrevemos:


Exmo. Senhor (…)

Relativamente ao problema apresentado via email em 12-05-2012, informo V.Exa., que após diligências efectuadas junto do Departamento de Ambiente, Serviços e Gestão Urbana, que se procedeu à desmatação do local.

Oportunamente serão prestados esclarecimentos acerca das diligências efetuadas pelo Departamento de Obras Municipais e HPEM - Higiene Pública, EM.


Terá sido o protesto e os nossos comentários que terão contribuído (as eleições estão perto) para alterar a situação? Ou poderá este ser um sinal de que, independentemente da conjuntura, a situação está efetivamente a mudar?

Não queremos, também, deixar dar conhecimento da resposta deste residente:


Agradeço a amabilidade da resposta e da informação prestada, assim como, obviamente os serviços de desmatação efectuados no local. Foi o suficiente para os locais em causa ficarem com um melhor aspecto e certamente melhorar a cidadania de todos.

No entanto, em relação à desmatação, permita-me um pequeno reparo pela forma como o trabalho foi realizado e pelos vistos concluido. Cortaram o mato em causa, reuniram tudo em vários montes e lá continuam eles à espera que alguém os recolha ou que o tempo os seque e sejam levados pelo vento...Outra situação é o lixo que se encontrava dentro do mato e agora por lá continua. Obviamente tudo curtadinho mais lixo se vê. Não é novo, é o que lá estava antes escondido.

Efectivamente quando estava em curso a comercialização dos prédios, o urbanizador tinha os espaços verdes todos relvados e fazia uma gestão dos mesmos, mas mal terminaram as vendas, retirou torneiras, mangueiras e todos os equipamentos que instalou nos diversos locais, e nesse momento foi pena que a CMS não tenha intervido de imediato. Bem sei que todos estes serviços de jardinagem, água, etc, têm os seus custos mas fazem parte das competências e obrigações municipais, no entanto poderiam ter dialogado com os moradores e talvez se pudesse ter chegado a uma acção conjunta com a participação de todos.

Mas ainda não é tarde pois há tanto para fazer e para melhorar...

Obrigado.


A nossa esperança de que a denúncia pública tenha um efeito persuasor nos autarcas do Conselho de Sintra e muito especialmente nos que são responsáveis pela Urbanização de Vale Mourão aumentou.

É imprescindível tomarmos consciência que isoladamente podemos não obter satisfação das justas necessidades da Urbanização, mas, juntos e organizados, trazendo para fora dos gabinetes, para a praça pública, os nossos problemas, a nossa força será consideravelmente maior e as possibilidades de alcançarmos resultados positivos serão, também, maiores.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Devia ter "emigrado" para um concelho vizinho? Possivelmente...



Devia ter "emigrado" para um concelho vizinho? Possivelmente...

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura

Duvidamos que os protestos aqui colocados, por si só, tenham os resultados que todos os residentes e trabalhadores na urbanização desejam.

Perspetivando o futuro e numa apreciação meramente política poderemos imaginar, sabendo que o atual Presidente da Câmara Municipal de Sintra está de partida, que o Vice-Presidente, aquando das próximas eleições autárquicas, não deixará de gritar, bem alto, que AGORA, com ele, as coisas vão mudar. Como que se nestes anos todos em que foi (é) o número dois na gestão do município não tivesse qualquer responsabilidade.

Entretanto, alguns dos residentes na urbanização, os eventualmente com maior consciência cívica, prosseguem a pedagógica ação de, através deste espaço virtual, alertarem para a necessidade de lavrarem publicamente o respetivo protesto.

No final deste texto pode-se emitir uma opinião sobre o mesmo de forma muito simples. Não demora mais que um segundo a assinalar se aplaude, concorda ou discorda do que é dito.

Aqui deixamos mais um protesto / desabafo de quem tem o direito de residir em condições.


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Olá a quem ler,

Sou residente em Vale Mourão, que pressuponho pertença ao Concelho de Sintra, correcto? Esta minha dúvida não é falta de escolaridade, é mesmo falta de saber qual a entidade responsável por este pequeno território muito perto do centro da Cidade Património Mundial.

Tive oportunidade há uns anos atrás de trocar alguns e-mails com o presidente da Junta de Freguesia, ainda em exercício, sobre este assunto. Resultado: não conclusivo. A Beirobra ainda não "passou" a responsabilidade e a C. M. Sintra ainda não "recebeu" a responsabilidade. Os moradores têm de aguardar.

O tempo passou e nada mudou. Ou melhor, alterou o facto da Beirobra ter fechado e ninguém responsabilizado. Os moradores têm de aguardar.

Em Dezembro passado abordei o Presidente da Câmara de Sintra sobre a responsabilidade da urbanização e efectivamente sem receber qualquer esperança ou promessa foi-me dito que aguardava que as garantias bancárias pudessem ser eventualmente activadas. Os moradores têm de aguardar.

Já moro aqui há mais de 10 anos! Como vai ser? Quais as expectativas? Além da sinalização de trânsito e recolha do lixo não consigo identificar qualquer sinal de autoridade ou gestão camarária.

Pedido:


-» Limpeza;



-» Parque infantil;



-» Jardinagem dos espaços;





-» Aproveitamento daquela construção/edifício ainda com algumas paredes amarelas e alguns vidros inteiros que eventualmente seria para um mercado ou algo parecido. Pode ser tudo menos mais um "mamarracho";




-» Paragens de camionetas dignas das pessoas estarem resguardadas;


-» Gestão e manutenção deste pequeno território/lugar/sítio/ponto geográfico.


Será que aguardam a total degradação dos espaços, prédios, ou das ruas? Pretendem que estas fiquem iguais ao centro do Cacém ou à Tapada das Mercês para depois intervirem com um eventual programa Pólis? Não creio que volte a haver...Estou certo que se os habitantes forem chamados à sua responsabilidade civil estarão prontos. E os senhores?

Escolhi há 10 anos continuar a morar neste concelho. Infelizmente já existia a realidade do cimento e do betão em diversas freguesias actualmente cidades, mas por muito que gostasse de morar numa falésia da Praia Grande, num chalet de Colares, na Beloura, Penha Longa ou na Vila Histórica estes locais não tinham soluções para as minhas capacidades financeiras. Devia ter "emigrado" para um concelho vizinho? Possivelmente...

Nota: Se for importante para uma resposta, informo que da minha habitação vislumbro o Palácio da Pena e a Serra de Sintra. Penso que desta forma consigo argumentos válidos para uma verdadeira intervenção...

Cumprimentos

Nota: Disposição gráfica e sublinhados da responsabilidade do editor.
 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DONOS de PORTUGAL




DONOS de PORTUGAL


Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui. Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.

A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em http://www.donosdeportugal.net/.

Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, publicado em 2010 pelas edições Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

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O Vídeo abaixo é um "trailer" de um excelente documentário que aconselhamos







terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Avaliação de Prédios Urbanos



AVALIAÇÃO GERAL DE PRÉDIOS URBANOS

Legislação - Artigos 5.º e 6.º da Lei nº. 60-A/2011, de 30 de novembro, que aditou os artigos 15.º-A a 15.º-P ao Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro.

Saiba mais AQUI


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quando faz frio... Que fazer?



Informação divulgada pela Protecção Civil:


Na sequência do briefing técnico realizado esta manhã entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil, o Instituto de Meteorologia, a Direcção-Geral da Saúde e o Instituto da Solidariedade e Segurança Social, há a salientar um conjunto de medidas de autoprotecção face às temperaturas baixas, em especial durante a noite, em particular entre Sexta-feira e Sábado (dias 3 e 4 de Fevereiro).

É necessário especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas. A Direcção-Geral da Saúde recomenda a adopção das seguintes medidas:

• que se evite a exposição prolongada ao frio e as mudanças bruscas de temperatura;

• o uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;

• a protecção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol);

• a ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o alcool que proporciona uma falsa sensação de calor;

• especial atenção com a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade.



A Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda ainda:

• especial atenção aos aquecimentos com combustão (ex. braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação e levar à morte;

• que se assegure uma adequada ventilação das habitações, quando não for possivel evitar o uso de braseiras ou lareiras;

• que se evite o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;

• que se tenha em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adoptando uma condução defensiva;

• especial atenção por parte das famílias e vizinhos, e das redes sociais de proximidade, com as situações de pessoas idosas e em condição de maior isolamento.

Para além das recomendações acima descritas, encontrará informação adicional em www.dgs.pt, www.meteo.pt e www.prociv.pt.

Através da Linha Saúde 24 (808 24 24 24) poderão os cidadãos obter esclarecimentos adicionais sobre os efeitos do frio na saúde, medidas de autoprotecção ou ser devidamente encaminhados para os serviços de saúde quando se justifique.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Peço apenas que limpem a zona




Os residentes na nossa Urbanização continuam a dirigir-se a este “Blogue” na esperança, dizemos nós, de que a denúncia pública tenha um efeito persuasor nos autarcas do Conselho de Sintra e muito especialmente nos que são responsáveis pela Urbanização de Vale Mourão

Uma residente na Urbanização Vale Mourão comunicou-nos que remeteu para a Câmara Municipal de Sintra a mensagem que transcrevemos abaixo e, segundo a mesma, recebeu um número correspondente ao processo que a mensagem originou. Exactamente a mesma resposta a uma outra mensagem enviada há 5 anos atrás.

As fotos, que também foram remetidas à Câmara Municipal de Sintra, são igualmente dela.


“Boa tarde,

Venho por este meio mostrar-vos a minha indignação ao ver o bairro onde moro faz 7 anos no estado deplorável que demonstram as fotografias tiradas por mim da janela da minha habitação.

Durante estes anos todos não vejo qualquer limpeza de rua a ser feita. Passa por lá aquela máquina que vai lavando um pouco a estrada, mas o restante lixo que vai voando e que é atirado para o chão, não é limpo.

Já nem peço que arranjem os espaços que supostamente deveriam de ser verdes. Peço apenas que limpem a zona.

Temos latas, papeis, sacos plásticos a voar e largados na zona que deveria de ser verde.
As escadas estão replectas de lixo, desde beatas a papeis.
A tentativa frustada de um habitante da zona colocar plantas para melhorar o aspecto do bairro é em vão, pois além de não haver ligação de água para regar o suposto jardim, levamos com "abubo" dos cães de muitas pessoas que passeam os seus queridos animais de estimação.
Uma casa (penso que pertencente à EDP ou Telefones) com várias pedras no seu telhado, para melhorar a decoração; pintada originalmente com Graffitis e umas tabuazitas no chão para o caso de alguém precisar.

Claro que a limpeza parte de todos, mas cabe à Câmara de Sintra assegurar em como existe limpeza. Existem outras freguesias do concelho em melhor estado, ou digamos antes, limpas. Este bairro foi simplesmente esquecido ou então riscado do mapa.

Uma sugestão, que tal fazerem como aconteceu com o Jardim dos Bons Amigos, centro do Cacém?
Eu recordo-me de brincar lá e de jardim não tinha nada.
A partir do momento que foram colocadas grades de acesso à relva e replantaram a mesma, o jardim tem outro aspecto.
Enquanto o bairro não estiver devidamente limpo, as pessoas que gostam de sujar vão continuar a fazê-lo pois nunca vêem este local limpo a fim de lhes causar peso na consciência antes de atirarem com uma lata para o "monte".

Peço-vos mais uma vez que olhem para as imagens e pensem se é assim que gostam de ver o vosso concelho, se gostam, provavelmente é porque têm o mesmo em casa e gostam de viver no meio do lixo.
Peço também que não atribuam apenas um código de referência a este email e o arquivem, ignorando-o.

Com os meus melhores cumprimentos,”




sábado, 17 de dezembro de 2011

Boas Festas e Feliz Ano Novo








BOAS FESTAS E FELIZ 2012


terça-feira, 1 de novembro de 2011

pão-por-deus




Tinha acabado de me levantar quando a campainha da porta se fez ouvir. Abri a porta e fui surpreendido pela voz de 5 crianças, com idades entre os 6 e os 10 anos

“pão-por-deus”, disseram em uníssono e com um sorriso e alegria estampada nos olhos. Para muitos daqueles pequenos era um dia de aventura.

Aquelas crianças saberiam que estavam a perpetuar uma tradição com 255 anos? Possivelmente não. Para eles era um dia em que os pais os tinham deixado, talvez com alguma preocupação, fazer algo de diferente. Uma autêntica aventura!

Sorri para aqueles jovens e dei-lhes alguns doces. Depois destes muitos voltaram e lá fui encontrando os “mimos” que, aparentemente, os deixavam felizes.

No entanto, aquelas crianças não estavam ali com o mesmo espírito das crianças que em 1756 (um ano depois do terramoto que destruiu Lisboa) andavam quilómetros a pé para, nos locais não destruídos, implorarem por comer. Até porque a nossa urbanização é essencialmente habitada por famílias da classe média baixa.

E, de cada vez que fechava a porta, ainda com os comentários e sorrisos daqueles miúdos dentro de mim, pensava nos milhões de crianças que em toda a parte (e também em Portugal) pediam “pão-por-deus” para matarem a fome, como outros o fizeram há 255 anos.

Até quando?!...


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"Pão por Deus"

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’. São vários os versos para pedir o pão por deus:

Pão, pão por deus à mangarola,

encham-me o saco,

e vou-me embora.

A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:

O gorgulho gorgulhote, lhe dê no pote,

e lhe não deixe,

farelo nem farelote.

Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756 (1 ano depois do terramoto que destruiu Lisboa). Em 1 de Novembro de 1755 ocorreu o terramoto que destruiu Lisboa, no qual morreram milhares de pessoas e a população da cidade, que era na sua maioria pobre, ainda mais pobre ficou.

Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.

As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".

Esta tradição perpetuou-se no tempo, sendo sempre comemorada neste dia e tendo-se propagado gradualmente a todo o país.

Até meados do séc. XX, o "Pão-por-Deus" era uma comemoração que minorava as necessidades básicas das pessoas mais pobres (principalmente na região de Lisboa). Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração. A designação indicada acima (Dia dos Bolinhos) em Lisboa nunca foi utilizada, nem era sequer conhecido este nome.

Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:

• Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).

• As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).

A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, actualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.

Até a comunicação social, contribui para o empobrecimento da memória coletiva. Neste dia todas as estações de TV, Rádio e jornais, falam no Halloween, ignorando completamente o "Pão-por-Deus".

Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1.° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos “santos”, que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado “Halloween” (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês se deriva de ser a véspera do “Dia de Todos os Hallows [Santos]”.

“Halloween”, também, tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do ano novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. Também, “halloween” incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.

A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em Curiosities of Popular Customs (Curiosidades dos Costumes Populares): “Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos os Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório.”

Transcrito de wikipedia (A Enciclopédia Livre)


domingo, 9 de outubro de 2011

Lutar por um Parque Infantil?




Lutar por um Parque Infantil?


Reafirmamos que este espaço na internet apenas se representa a si próprio, não deixando, contudo, de divulgar os acontecimentos e as ideias que os moradores lhe comuniquem, procurando estabelecer entre todos uma desejável comunicação e reservando-se o direito de só divulgar o que entender por bem.

De um morador desta Urbanização recebemos a seguinte mensagem:


"Olá a todos,

Sou um morador desta urbanização, e tenho-me deparado com a falta de um parque infantil uma vez que vários pais de várias crianças têm de se deslocar para outras localidades para assim poderem levar os seus filhos a um parque infantil.

Não seria pedir muito, uma vez que, se gastou tanto dinheiro numa obra “mercado amarelo” que de nada serve à população, serve apenas para albergar alguns jovens no consumo de substâncias menos próprias para a nossa sociedade.

Estarei disposto a colaborar, juntamente com vários moradores e também instituições com quem já falei para assim podermos levar este projecto avante.

Espero que esta situação não fique no esquecimento, ou que faça parte da lista de projectos de ”gaveta”, pois farei todos os possíveis para que isso não aconteça.

Ficarei a aguardar resposta e também colaboração da vossa parte.

AF


Algumas considerações:

1 – É necessário que sejam criadas formas organizativas que proporcionem o estabelecimento de contactos e a mobilização dos moradores da Urbanização para a resolução dos problemas concretos e sentidos.

2 – Sobre a questão do Parque Infantil já neste espaço foram dadas informações que, salvo melhor opinião, se mantêm actuais. Essas informações podem ser acedidas nestes endereços

Parque Infantil? Não está previsto! (escrito em 10-12-2009)

Sonhar com um jardim para Vale Mourão (escrito em 06-04-2010)

3 – Em 6 de Abril de 2010 escrevíamos que não seria despiciente relembrarmos que os responsáveis pelo Departamento de Ambiente e Intervenção e o Departamento de Urbanismo são, respectivamente, o Presidente da edilidade, Fernando Seara e o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Marco de Almeida.

4 – Este espaço está disponível para dar voz aos moradores que queiram intervir civicamente sobre esta matéria, bastando que primam, com o rato, o local abaixo onde se lê: “comentários

5 – Uma situação mais complexa e quiçá mais importante prende-se com as distâncias que as crianças moradoras nesta Urbanização têm (vão ter) que percorrer para aceder à nova escola para onde são obrigados a ir depois de passado o 4º ano na Escola da Urbanização de Vale Mourão. Mas, isso, será assunto para uma outra vez.