domingo, 18 de outubro de 2009

Rua Manuel da Fonseca

Manuel da Fonseca

Manuel Lopes Fonseca, conhecido como Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém, 15 de Outubro de 1911 — 11 de Março de 1993) foi escritor (poeta, contista, romancista e cronista).

Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa.

Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes.

Apesar de não ter sobressaído na área das Belas-Artes, deixou alguns registos do seu traço sobretudo nos retratos que fazia de alguns dos seus companheiros de tertúlias lisboetas como é o caso do de José Cardoso Pires. Durante os períodos de interregno escolar, aproveitava para regressar ao seu Alentejo de origem. Daí que o espaço de eleição dos seus primeiros textos seja o Alentejo. Só mais tarde e a partir de Um Anjo no Trapézio é que o espaço das suas obras passa a ser a cidade de Lisboa.

Membro do Partido Comunista Português (PCP), Manuel da Fonseca fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e é considerado por muitos como um dos melhores escritores do neo-realismo português. Nas suas obras, carregadas de intervenção social e política, relata como poucos a vida dura do Alentejo e dos alentejanos.

A sua vida profissional foi muito díspar tendo exercido nos mais diferentes sectores: comércio, indústria, revista, agências publicitárias, entre outras.

Era presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores quando esta atribuiu o Grande Prémio da Novelística a José Luandino Vieira pela sua obra Luuanda, o que levou ao encerramento desta instituição.

Em sua homenagem, a escola secundária de Santiago do Cacém, chama-se "Escola Secundária Manuel da Fonseca".

Jornais e revistas onde colaborou
Afinidades
Árvore
Vértice
Altitude
O Diabo
O Diário
O Pensamento
Sol Nascente
Seara Nova

Poesia
Rosa dos ventos – 1940 – Edição do autor
Planície – 1941
Poemas dispersos – 1958
Poemas completos – 1958
Obra poética
O Largo

Contos
Aldeia Nova – 1942
O Fogo e as cinzas – 1953 – Edição Três Abelhas
Um anjo no trapézio – 1968
Tempo de solidão – 1973
Tempo de solidão – Edição especial dos Estúdios Cor (edição limitada e oferecida pela editora no Natal de 1973).

Romance
Cerromaior – 1943 Editorial Inquérito
Seara de vento – 1958

Crónicas
Crónicas algarvias – 1986
À lareira, nos fundos da casa onde o Retorta tem o café
O vagabundo na cidade
Pessoas na paisagem

Deixo-vos com um poema bem actual de Manuel da Fonseca na voz de Adriano Correia de Oliveira:



Texto transcrito de: "Wikipédia, a enciclopédia livre".

Saiba mais sobre Manuel da Fonseca AQUI

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